segunda-feira, 21 de abril de 2014

Novena da Divina Misericórdia


Está sendo rezada em nossa Paróquia, a Novena da Divina Misericórdia, desde da Sexta-Feira Santa até o dia 26/04 , as 15h na Capela do Santíssimo da Igreja Matriz de N. Senhora Mãe dos Homens. A Novena é a preparação para a Celebração da Festa da Divina Misericórdia que acontece no próximo domingo 27/04. O Irmão Alan Gomes (Servo da Comunidade da Divina Misericórdia), convida a todos para participar da Novena e também da Festa que contará com pregação, Música e Oração do Terço,a programação do domingo tem início as 14h e será encerrada com a Celebração da Santa Missa a noite as 19h. Venha participar.

A alegria - íntima e profunda - da Mãe de Jesus tornou-se fonte de paz e misericórdia: Papa, ao meio-dia, na praça de São Pedro

“Cristo ressuscitou! Aleluia!” – esta a simples mensagem pascal ontem mandada pelo Papa Francisco com um tweet da sua conta @Pontifex aos milhões de seguidores. Nesta segunda-feira de Páscoa, idêntica mensagem tweet: “Todo o encontro com Jesus nos enche de alegria, daquela alegria profunda que só Deus nos pode dar.”
Sendo feriado em Itália (como em muitos outros países europeus), o Santo Padre acolheu ao meio-dia, na Praça de São Pedro, os romanos e peregrinos que ali se quiseram congregar para com ele rezarem a Nossa Senhora, com o oração do “Regina Coeli”, que durante o Tempo Pascal substitui o tradicional Angelus.
Cari fratelli e sorelle, buona Pasqua! “Cristòs anèsti! – Alethos anèsti! Cristo è risorto! È veramente risorto!”
O Papa começou a sua alocução saudando os presentes com votos de Páscoa, também em grego, segundo a fórmula usada tradicionalmente pelos cristãos do oriente: Cristo ressuscitou, ressuscitou verdadeiramente!
Papa Francisco mencionou “a alegria cheia de admiração” que transparece nas narrativas dos Evangelhos, como o sentimento predominante vivido pelos discípulos ao receber a notícia da Ressurreição do Senhor. E convidou a deixar “que esta experiência, impressa no Evangelho, se imprima também nos nossos corações e transparece na nossa vida”.
“Deixemos que a jubilosa admiração do Domingo de Páscoa irradie nos pensamentos, nos olhares, nas atitudes, nos gestos e nas palavras…”
Mas não se trata de simples maquilhagem, só aparente - advertiu o Papa. É algo que vem de dentro…
“Vem de dentro, de um coração imerso na fonte desta alegria, como o de Maria Madalena, que chorou pela perda do seu Senhor e não acreditava nos seus olhos vendo-o ressuscitado”.
Quem faz esta experiência torna-se testemunha da Ressurreição, porque num certo sentido ressuscita também. E então é capaz de levar um “raio” da luz do Ressuscitado às diversas situações humanas, felizes (tornando-as ainda mais belas) ou infelizes (levando aí serenidade e esperança). 
“Far-nos-á bem, nesta Semana, pensar à alegria de Maria, a Mãe de Jesus. Como foi íntimo o seu sofrimento, ao ponto de trespassar a sua alma, assim também foi íntima e profunda a sua alegria e nela se podiam abastecer os discípulos.”
“Tendo passado através da experiência da morte e ressurreição do seu Filho – vistas, na fé, como expressão suprema do amor de Deus – o coração de Maria tornou-se manancial de paz, de consolação, de esperança, de misericórdia”.
“É daqui que derivam todas as prerrogativas da nossa Mãe: da sua participação na Páscoa de Jesus. Num certo sentido, também ela morreu com Ele; e com Ele resuscitou”
“De Sexta até à manhã de Domingo, Ela não perdeu a esperança: contemplamo-la como a Senhora das Dores, mas ao mesmo tempo como Mãe cheia de esperança. É por isso que é a Mãe de todos os discípulos, Mãe da Igreja.”
O Papa concluiu a sua introdução ao canto do Regina Coeli, convidando a pedir a Maria, “testemunha silenciosa da morte e da ressurreição de Jesus”, que nos introduza na alegria pascal.
Após a recitação do Regina Coeli, o Papa Francisco, saudando todos os peregrinos e a todos fazendo votos de que cada um possa viver na alegria e na serenidade este tempo em que se prolonga a alegria da Ressurreição.
A concluir, o Papa sugeriu que ao longo desta semana pascal, cada um, em casa, pegue nos Evangelhos para ler e meditar os textos referentes às manifestações do Senhor ressuscitado… 
E a todos desejou uma boa refeição…
Fonte: Rádio Vaticano

domingo, 20 de abril de 2014

Mensagem de Páscoa de Dom Jaime, Arcebispo Metropolitano de Natal.

Feliz e Abençoada Páscoa .



Desejamos a todos os nossos Irmãos e Irmãs em Cristo Ressuscitado, uma Feliz e Abençoada Páscoa. Que a Luz e a Paz do Senhor esteja em cada Lar e corações dos Paroquianos de Nossa Senhora Mãe dos Homens.

Equipe PASCOM.

A boa nova não é só palavra, é testemunho de amor: Papa na mensagem Urbi et Orbi 2014

RealAudioMP3 
Cari fratelli e sorelle, buona e santa Pasqua!
… Papa Francisco, nesta Páscoa 2014, dirigindo Urbi et Orbi (à Cidade de Roma e ao mundo inteiro), da varanda central da basílica de São Pedro, a sua mensagem pascal, em que tomou como ponto de partida o anúncio do anjo às mulheres, perante o sepulcro aberto: “Ressuscitou! Vinde e vede!” 
Uma mensagem que hoje ressoa uma vez mais na Igreja espalhada pelo mundo: «Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou (...). Vinde, vede o lugar onde jazia» 
“Não tenhais medo! O Senhor ressuscitou. Este é o ponto culminante do Evangelho, é a Boa Nova por excelência: Jesus, o crucificado, ressuscitou!” 
É este o acontecimento que está na base da nossa fé e da nossa esperança – sublinhou o Papa: se Cristo não tivesse ressuscitado, o cristianismo perderia o seu valor; toda a missão da Igreja veria esgotar-se o seu ímpeto, porque foi dali que partiu e é sempre daqui que de novo parte. 
A mensagem que os cristãos levam ao mundo é esta: Jesus, o Amor encarnado, morreu na cruz pelos nossos pecados, mas Deus Pai ressuscitou-O e fê-Lo Senhor da vida e da morte. 

“Em Jesus, o Amor triunfou sobre o ódio, a misericórdia sobre o pecado, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira, a vida sobre a morte.” 

Há que dizer a todos: «Vinde e vede», isso porque - insistiu o Papa - a Boa Nova não é apenas uma palavra, é testemunho…

“A Boa Nova não é apenas uma palavra, mas é um testemunho de amor gratuito e fiel: é sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, é permanecer junto de quem a vida feriu, é partilhar com quem não tem o necessário, é ficar ao lado de quem está doente, é idoso ou excluído... 

O Amor é mais forte, o Amor dá vida, o Amor faz florescer a esperança no deserto… “Com esta jubilosa certeza no coração”, o Papa Francisco prosseguiu a sua Mensagem pascal em jeito de oração ao Senhor ressuscitado pedindo-lhe a graça de O reconhecer e servir nos irmãos que sofrem: 

“Ajudai-nos a procurar-Vos para que todos possamos encontrar-Vos, saber que temos um Pai e não nos sentimos órfãos; que podemos amar-Vos e adorar-Vos. 
Ajudai-nos a vencer a chaga da fome, agravada pelos conflitos e por um desperdício imenso de que muitas vezes somos cúmplices. 
Tornai-nos capazes de proteger os indefesos, sobretudo as crianças, as mulheres e os idosos, por vezes objecto de exploração e de abandono.” 

Na sua oração a Jesus Ressuscitado, Papa Francisco não esqueceu os que sofrem com doenças como a epidemia de ébola… dos quais é preciso cuidar, contrastando também as condições de vida que facilitam a sua difusão…

“Fazei que possamos cuidar dos irmãos atingidos pela epidemia de ébola na Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria, e daqueles que são afectados por tantas outras doenças, que se difundem também pela negligência e a pobreza extrema.”

O Papa pediu ao Senhor Ressuscitado que console quantos hoje não podem celebrar a Páscoa com os seus entes queridos porque a eles foram arrancados injustamente, como (é o caso, por exemplo) das numerosas pessoas – padres e leigos - sequestradas em diferentes partes do mundo. 

Recordados também “os que deixaram as suas terras emigrando para lugares onde possam esperar um futuro melhor, viver a própria vida com dignidade e, não raro, professar livremente a sua fé.”

Na parte final da Mensagem pascal a todo o mundo, o Papa evocou as situações de guerra e de violências, nomeadamente a Síria, o Iraque, a Terra Santa, a República Centro-Africana, Nigéria, Sudão do Sul, Venezuela e Ucrânia… 

Começando por pedir a “Jesus glorioso”, que “cesse toda a guerra, toda a hostilidade grande ou pequena, antiga ou recente”, prosseguiu o Papa Francisco, em tom de súplica: 

“Suplicamo-Vos, em particular, pela Síria, a amada Sìria, para que quantos sofrem as consequências do conflito possam receber a ajuda humanitária necessária e as partes em causa cessem de usar a força para semear morte, sobretudo contra a população inerme, mas tenham a audácia de negociar a paz, há tanto tempo esperada.” 

“Jesus glorioso, pedimo-Vos que conforteis as vítimas das violências fratricidas no Iraque e sustenteis as esperanças suscitadas pela retomada das negociações entre israelitas e palestinianos. 

Imploramo-Vos que se ponha fim aos combates na República Centro-Africana e que cessem os hediondos ataques terroristas em algumas zonas da Nigéria e as violências no Sudão do Sul. 

Pedimos-Vos que os ânimos se inclinem para a reconciliação e a concórdia fraterna na Venezuela.” 

Finalmente a referência à Ucrânia, observando que este ano os católicos de rito latino celebram a Páscoa juntamente com as Igrejas que seguem o calendário juliano, o Papa pediu ao Senhor Ressuscitado “que ilumine e inspire as iniciativas de pacificação” e “que todas as partes interessadas, apoiadas pela Comunidade internacional, possam empreender todo esforço para impedir a violência e construir, num espírito de unidade e diálogo, o futuro do País”. 

“Pedimo-Vos, Senhor, por todos os povos da terra: Vós que vencestes a morte, dai-nos a vossa vida, dai-nos a vossa paz!”

Cari fratelli e sorelle, buona Pasqua!

O Santo Padre a todos deu a sua especial bênção apostólica, a que está ligada, nesta circunstância, a indulgência plenária, nas condições previstas de conversão pessoal, absolvição sacramental e oração pelas intenções do Santo Padre.


Anteriormente, a partir das 10.15, o Santo Padre presidiu à solene Missa da Ressurreição, na Praça de São Pedro, com uma multidão incontável de fiéis. Coincidindo este ano a celebração da Páscoa nas comunidades de rito latino com a data da Páscoa nas comunidades que seguem o calendário juliano, a celebração papal de hoje incluiu também um antiquíssimo Cântico do património da liturgia pascal bizantina… que recordam as mulheres que vão ao Sepulcro