quarta-feira, 16 de abril de 2014

Horário da Missa do Lava Pés

Será nesta Quinta-Feira Santa, as 17h, a Celebração Solene da Missa da Instituição da Eucaristia, do Sacerdócio e do Lava Pés  na Igreja Matriz de Nossa Senhora Mãe dos Homens, presidida pelo Pároco, Padre Fábio Pinheiro e Com Celebrada pelo Vigário paroquial Padre Gilvan dos Santos e pelo Monsenhor Luiz Lucena.
 Logo após a Celebração da Missa tem início a Adoração ao Santíssimo no Colégio Objetivo. A Adoração segue durante a noite e vai até as 15h da Sexta-Feira Santa, sempre conduzida pelas diversas Pastorais, Grupos, Equipes , Serviços e os Fieis em Geral.

Missa de Lava-Pés

O lava-pés era muito comum no tempo de Jesus e até mesmo antes do seu nascimento. Era um trabalho humilde, feito por escravos, que consistia em lavar os pés dos patrões da casa e de daqueles que chegavam de viagem. Não raro, esse trabalho era considerado humilhante a ponto de ser designado como castigo a algumas pessoas que cometiam algum delito legal.
Jesus, ao realizar este gesto, coloca-se como escravo, o que fez Pedro reagir diante de Jesus não querendo admitir, de modo algum, que o Mestre se rebaixasse como escravo diante dele. Olhando o conceito que as pessoas, do tempo de Jesus, tinham desse gesto do lava-pés, compreendemos o alcance e o significado do gesto de Jesus.
O rito do lava-pés, na liturgia, é conhecido desde a mais remota antiguidade e foi pratica por Papas, bispos e sacerdotes de todas as épocas. Também imperadores e reis praticaram o lava-pés como sinal de serviço aos seus súditos. Os monges, que recebiam peregrinos em seus mosteiros, acolhiam-lhes com ósculo da paz e lavando-lhes os pés, para demonstrar que estavam a serviço do hóspede. Desde o século IV conhece-se o rito do lava-pés no Ocidente, com exceção de Roma.
Em Roma, o gesto do lava-pés na quinta-feira santa generalizou-se a partir do Século XI. O Missal de Pio V (1563) coloca o lava-pés no final da missa. A rubrica assim orientava: “Post desnudationem altarium, hora competenti facto signo cum tabula, conveniunt clerici ad faciendum mandatum (…)” Foi em 1955, com a reforma da Semana Santa, que o rito do lava-pés passou ser feito depois da homilia, como é feito atualmente.
Atualmente a cerimônia do lava pés é realizada pelo sacerdote, que lava os pés de algumas pessoas da comunidade imitando Jesus no gesto, mas não como teatro; ao contrário, como compromisso de estar a serviço da comunidade, para que todos tenham a salvação, como fez Jesus. O rito atual acontece depois da homilia quando o sacerdote, retirando a casula, cinge-se com um avental e lava os pés daqueles representantes da comunidade.

Celebração do Tríduo Pascal



Na segunda, terça e quarta-feira da Semana Santa, a Igreja prepara-se para o Tríduo Pascal, contemplando o Servo sofredor. Nesse período, aparecem como figuras eloquentes, Maria, a Mãe de Jesus, Maria Madalena, que perfuma o corpo do Senhor, Pedro e Judas.

Na liturgia romana o Tríduo Pascal é ponto culminante: "não se trata de um tríduo preparatório para a festa da Páscoa, mas são três dias de Cristo crucificado, morto e ressuscitado. Tem início na celebração da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, na missa vespertina, terminando com o domingo de Páscoa". São dias dedicados a celebrações e orações

especiais.

Na Quinta-feira Santa comemoramos a última Ceia da páscoa hebraica que Jesus fez com os 12 apóstolos antes de ser preso e levado à morte na cruz. Durante esta ceia, Jesus instituiu a Eucaristia e o sacerdócio Cristão, prefigurando o evento novo da Páscoa cristã que haveria de se realizar dois dias depois. 

O Cordeiro pascal a partir dessa ceia, é Ele próprio, que se oferece num voluntário sacrifício de expiação, de louvor e de agradecimento ao Pai, mareando assim a definitiva aliança de Deus com toda a humanidade redimida do poder do maligno e da morte.

A simbologia do sacrifício é expressa pela separação dos dois elementos: o pão e o vinho, a carne e o sangue, o Corpo e o Espírito de Jesus, inseparavelmente unidos e separados, sinal misterioso ao mesmo tempo de vida e de morte.

Esse evento do mistério de Jesus é também profecia e realização do primado do amor e do serviço na sua vida e na dos que crêem, o
que se tornou manifesto no gesto do lava-pés. 

Depois do longo silêncio quaresmal, a liturgia canta o Glória. Ao término da liturgia eucarística, tiram-se as toalhas do altar-mor para indicar o abandono que o Senhor vai encontrar agora; a santa Eucaristia, que não poderá ser consagrada no dia seguinte, é exposta solenemente com procissão interna e externa a igreja e a seguir recolocada sobre o altar da Deposição até a meia-noite para adoração por parte dos fiéis.

Na Sexta-feira Santa a Igreja não celebra a Eucaristia. Recorda a Morte de Cristo por uma celebração da Palavra de Deus, constando de leituras bíblicas, de preces solenes, adoração da cruz e comunhão sacramental.

A noite do Sábado Santo é a "mãe de todas as vigílias", a celebração central de nossa fé, nela a Igreja espera, velando, a ressurreição de Cristo, e a celebra nos sacramentos.

A liturgia da Noite Pascal tem as seguintes partes: Celebração da Luz, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística.

O Tríduo Pascal termina com as Vésperas do Domingo da Ressurreição. Na verdade o Cristo ressuscitou, aleluia! A ele o poder e a glória pêlos séculos eternos.

Uma feliz e abençoada Páscoa!

Pe. Ademir Gonçalves, C.Ss. R.

Fonte: Blog Catequisar

Escala da Adoração ao Santíssimo

Sem título-1 cópiaARQUIDIOCESE DE NATAL
PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS – JOÃO CÂMARA
HORÁRIO DE ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO
DAS 19H  DA QUINTA-FEIRA DA CEIA DO SENHOR  ÀS 15H DA SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR

V  19h às 20h: Apostolado da Oração e a Capela São Francisco
V  20h às 21h: Irmãs do Imaculado Coração de Maria e Ministério Mãe dos Homens
V  21h às 22h: Pastoral da Criança e CÁRITAS e Ministério São Pedro
V  22h às 23h: Grupo de Jovens Santo Estevão e Jovens da Via Sacra
V  23h às 24h: Acólitos e MESCEs
V  06h às 07h: Pastoral do Dízimo, Capela São Pedro e Grupo Caminhando com Maria
V  07h às 08h: Capela de Nossa Senhora Aparecida, Pastoral do Batismo, 1ª Eucaristia e Crisma
V  08h às 09h: Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Legião de Maria e Terço da Mãe Santíssima
V  09h às 10h: Capela Nossa Senhora de Fátima e Terço dos Homens e Ministério João Paulo II
V  10h às 11h: Capela de São João Batista, PASCOM e Pastoral da Liturgia
V  11h às 12h: Capela de Santo Antônio, São Cosme e São Damião, RCC e Renascer
V  12h às 13h: Capela de Nossa Senhora das Dores, Campanha da Mãe Rainha e Legião de Maria
V  13h às 14h: Capela de Nossa Senhora do Rosário, Casa de Oração, PJMP, Infância Missionária
V  14h às 15h: Capela de Nossa Senhora da Assunção, Servos da Divina Misericórdia e Coroinhas

“Por suas chagas nós fomos curados”. (1 Pd 2,24)
“Quem ama procura a Eucaristia, sente prazer em falar nesse Augusto Mistério, tem necessidade de Jesus, a Ele se dirige sem cessar, oferecendo-Lhe as ações, as alegrias e consolações, fazendo de tudo isto um ramalhete para Jesus-Hóstia”
(São Pedro Julião Eymard)


terça-feira, 15 de abril de 2014

A Semana Santa e o Tríduo Pascal do Papa Francisco



“Quem sou eu perante Jesus que sofre?” – esta a questão proposta pelo Papa Francisco que acompanhará os cristãos nestes dias da Semana Santa. Dias em que, mais do que em qualquer momento, a verdade da fé transforma-se numa experiência de carne e sangue. Uma experiência à qual, no decurso do seu primeiro ano de pontificado, Francisco – o Papa das periferias – habituou a Igreja, exortando-a a abrir as portas e a tornar-se um coração palpitante de caridade para com quem está sempre à margem. A Semana Santa é assim – afirmou o Papa Francisco na audiência geral de 27 de março de 2013 – um tempo para abrir as portas do nosso coração:
“A Semana Santa é um tempo de graça que o Senhor nos dá para abrir as portas do nosso coração, da nossa vida, das nossas paróquias – que pena tantas paróquias fechadas! – nas nossas paróquias, nos movimentos, nas associações, e sair ao encontro dos outros, fazermo-nos próximos para levar a luz e alegria da nossa fé. Sair sempre!”
Assim como no ano passado foi celebrar à prisão de menores em Casal del Marmo, o Papa Francisco celebrará na próxima Quinta-Feira Santa pelas 17.30h a Missa da Ceia do Senhor para pessoas com deficiência e para pessoas idosas no Centro Santa Maria da Providência, instituição gerida pela Fundação Don Carlo Gnocchi. Na manhã desse mesmo dia o Papa Francisco dará início ao Tríduo Pascal presidindo à Missa Crismal na Basílica de S. Pedro. Na Sexta-Feira Santa dia 18, pelas 17 horas, o Santo Padre presidirá à Celebração da Paixão do Senhor e mais tarde pelas 21.15h à Via Sacra no Coliseu de Roma. Momentos fundamentais no itinerário da vida espiritual de um cristão que nos ajudam a ter coragem para sairmos dos nossos pequenos hábitos para anunciar Cristo. Somo um pouco como S. Pedro – tal como afirmou o Papa na Semana Santa de 2013:
“Muitas vezes contentamo-nos com uma qualquer oração, uma missa dominical não constante e algum gesto de caridade, mas não temos a coragem de sair para levar Cristo. Somos um pouco como S. Pedro. Basta que Jesus fale de paixão, morte e ressurreição, de entrega de si, de amor para com todos, o Apóstolo chama-o à parte e repreende-o.”
Depois do silêncio tumular de Sábado Santo, a Vigília Pascal vai iluminar de Luz um sepulcro vazio – o Papa Francisco presidirá na Basílica Vaticana a partir das 20.30h à Solene Vigília. No dia seguinte, 20 de Abril, Domingo de Páscoa, da Varanda Central da Basílica de S. Pedro, o Santo Padre abençoará o mundo na tradicional Mensagem Pascal e Bênção Urbi et Orbi.
Veja e ouça em directo na Rádio Vaticano todas estas celebrações seguindo-nos também em português no nosso site . No site actualizamos a informação em permanência e poderá encontrar os nossos programas diários que transmitimos em FM para Roma pelas 15.15h o noticiário da tarde em 93.3 e às 20h o programa para África em 103.8. (RS)
Fonte: Rádio Vaticano